Os melhores acessórios de surf em 2026: Segundo a pesquisa da Stab Magazine
A pesquisa anual da Stab Magazine, baseada nas respostas de 7.500 surfistas, oferece um retrato interessante de quais marcas realmente lideram o mercado de acessórios de surf em 2026. Mais do que medir popularidade, o levantamento mostra quais nomes estão presentes no uso real dentro d’água e isso ajuda a entender comportamento, preferência e confiança do público.
Para o mercado brasileiro, esses dados também ajudam a contextualizar tendências globais e a identificar quais marcas conseguem equilibrar tradição, inovação e percepção de qualidade. Nesse cenário, gigantes consolidadas seguem dominando, mas marcas menores também começam a conquistar espaço e atenção.
Leashes: liderança apertada e disputa entre gigantes
O ranking de leashes mostra uma disputa bastante equilibrada entre as marcas mais tradicionais do mercado, com a FCS aparecendo na frente por uma margem pequena.
- FCS: 25,76%
- Creatures of Leisure: 23,27%
- Dakine: 17,32%
- Ocean & Earth: 10,55%
- Channel Islands: 3,96%
- Veia: 3,34%
O dado reforça a força histórica da FCS, mas também mostra que a Creatures of Leisure mantém uma presença muito competitiva. Já a Veia, mesmo ainda distante das líderes, aparece no radar em uma categoria relevante e altamente técnica.
Decks: fragmentação maior e espaço para novas preferências
Na categoria de decks, a distribuição é mais pulverizada, o que indica um mercado menos concentrado e mais aberto à experimentação.
- Creatures of Leisure: 20,12%
- Octopus: 11,46%
- Dakine: 11,24%
- FCS: 11,13%
- Só usam parafina: 9,33%
- Veia: 3,57%
A liderança da Creatures de Leisure confirma sua consistência em acessórios de contato direto com a prancha, mas a proximidade entre Octopus, Dakine e FCS sugere uma competição mais aberta. O número de surfistas que afirmam usar apenas parafina também chama atenção e reforça como preferências pessoais e estilo de surf ainda pesam bastante nessa escolha.
Boardbags: proteção e durabilidade seguem como prioridade
Entre os boardbags, a Dakine assume a liderança, seguida de perto por Creatures of Leisure e FCS.
- Dakine: 17,46%
- Creatures of Leisure: 16,84%
- FCS: 15,48%
- Ocean & Earth: 13,68%
- Veia: 4,57%
Aqui, o ranking parece premiar atributos como resistência, proteção e confiança no transporte — fatores decisivos para quem viaja ou quer preservar o equipamento por mais tempo. Mais uma vez, a Veia aparece com uma participação menor, mas consistente o suficiente para indicar reconhecimento crescente.
Quilhas: domínio absoluto da performance
Na categoria de quilhas, o cenário é muito mais concentrado: a Futures domina com folga, seguida pela FCS.
- Futures: 49%
- FCS: 34%
- True Ames: 5%
- Captain Fin: 4%
Esse recorte mostra um mercado em que performance, confiança técnica e fidelidade à marca falam mais alto. Quando o assunto é quilha, o surfista tende a ser mais conservador, valorizando marcas já testadas e consolidadas.
Ranking geral: quem lidera o jogo em 2026
Considerando o desempenho consolidado entre as categorias, três marcas aparecem com destaque:
- 1° FCS: 86,45 / 400 pontos
- 2° Creatures of Leisure: 60,23 / 400 pontos
- 3° Dakine: 46,02 / 400 pontos
A liderança da FCS reforça o peso de uma marca que consegue performar bem em diferentes frentes. Creatures of Leisure confirma sua relevância como concorrente direta nas categorias mais estratégicas, enquanto a Dakine sustenta sua força com consistência e credibilidade.
O que esses dados mostram para o mercado
Os números sugerem quatro leituras importantes sobre o mercado de acessórios de surf em 2026:
- Marcas tradicionais continuam muito fortes. FCS, Dakine, Creatures of Leisure e Futures seguem dominando categorias centrais, o que mostra que confiança construída ao longo do tempo ainda faz diferença.
- A competição é mais aberta em algumas categorias. Decks e boardbags, por exemplo, apresentam uma distribuição menos concentrada, abrindo espaço para alternativas e marcas de nicho.
- Marcas emergentes já começam a aparecer. A Veia ainda está distante das líderes, mas surge em mais de um ranking, sinalizando potencial de crescimento e maior atenção do mercado.
- Durabilidade e performance continuam sendo critérios decisivos. Em acessórios técnicos, o surfista parece priorizar aquilo que entrega segurança, resistência e consistência de uso.
- Observação: Algumas dessas marcas não tem distribuição presente no Brasil. A pesquisa foi pensada no publico majoritariamente Estadunidense e Australiano.
- As quilhas Futures no Brasil tem menor participação do que o mercado global devido a dificuldade de importação e distribuição em território nacional.







